Pare de sofrer inutilmente

"Lute, mesmo sabendo que por vezes a luta não trará o resultado esperado. O treino para lutar, porém, gerará força para a próxima vitória."
(Roberto Shinyashiki)


PARE DE SOFRER INUTILMENTE
Roberto Shinyashiki
Do livro "Os donos do futuro"

O sinal de alerta da mudança toca sempre que substituímos a alegria de viver pela preocupação. E a fluidez pela tensão. Nesses momentos, você tem de tirar o barco do porto e coloca-lo no mar, rumo a um novo mundo.

Cada um de nós tem uma área da vida que necessita ser cuidada com mais atenção. Se alguma parte de sua vida anda aborrecida e sem sal, é sinal de que precisa ser mais bem cuidada. Afinal de contas, é sua felicidade que está em jogo.

É claro que ninguém pode comprar a alegria de viver na padaria da esquina. Temos de aprender a conquistá-la. As lições estão dentro de nós. Precisamos ser professores e alunos de nós mesmos. Observe o que a insatisfação deseja lhe mostrar e vá atrás de sua felicidade.

Na Índia, os mestres dizem que a diferença entre alguém que está com câncer e alguém com dor de cabeça depende da intensidade da aula de que a pessoa está precisando.
Na vida, quanto mais teimoso for o aluno, mais as aulas serão dolorosas.
Quanto menos o aluno aprender, mais a vida vai bater pesado para que acorde e aprenda.

A escola da vida funciona assim. Se a pessoa está insatisfeita e fica em casa reclamando da sina em vez de tentar mudá-la, vai se tornar cada vez mais angustiada, arrumar uma úlcera ou uma depressão. Ela tem a ilusão de se acostumar com a dor, mais o pior é que a dor não pára de aumentar. A alegria de viver fica tão inacessível quanto o pico do Everest.

Negar uma necessidade nunca foi boa solução.
O problema vai continuar até a pessoa se convencer de que precisa sair daquela situação e começar algo novo.
Essa é a lição que está fazendo falta.
Quanto nos recusamos a aprendê-la, o problema se agrava.

Eu desejo que você se frustre

"O trabalho interior é uma vocação para toda a vida. Cada dia, um capítulo na nossa jornada pessoal. Cada relacionamento, uma chance de amar. Cada momento repleto de profundas escolhas - todas criando impacto sobre nossos destinos públicos e privados. Mas precisamos vigiar os portões das verdades recém descobertas contra os intrusos da ilusão. Ao redor de nós ainda existem aqueles que preferem permanecer dormindo, ser o mesmo que sempre pareceram ser, porque eles ainda não estão prontos para deixar o espírito brilhar."
(Mike George, Discover Inner Peace - Duncan Baird Publishers, London, 2000)



EU DESEJO QUE VOCÊ SE FRUSTRE!
Rosana Braga
www.rosanabraga.com.br

Certamente, o título deste artigo é um tanto agressivo. Eu sei! Acontece que queria mesmo chamar a atenção para o quanto estamos precisando aprender a lidar com as frustrações. Temos vivido um momento muito delicado no que se refere a encarar os "não" que a vida nos impõe.
Cada dia uma notícia mais terrível que a outra e sempre tendo como mote principal a incapacidade de aceitar uma negação, seja de quem for. Filha mata os pais porque eles não aprovam seu namoro. Namorado mata namorada porque ela não quer mais continuar a relação. Namorada mata namorado porque descobre uma traição. Mãe mata filhos porque o marido a abandonou. Neto mata avó porque ela não queria que ele fizesse barulho.
Um número assustador de pessoas que simplesmente decidem acabar com a vida do outro e, tantas vezes, com a própria vida porque as coisas não aconteceram exatamente como elas previam ou gostariam.

O que é isso?!? Onde é que vamos parar? Será mesmo que não existe outra maneira de lidar com tudo isso? Eu sei que o mundo exige cada vez mais de nós, que o fracasso faz com que nos sintamos fora de uma competição acirrada e de um objetivo insano de ser feliz e ter sucesso a qualquer preço, mas ‘peraí’... está na hora de avaliarmos outras possibilidades mais criativas para o que é inevitável: a frustração!

Todos nós, indiscutivelmente, independente de classe social, situação financeira, origem, cultura ou raça, temos de lidar com os fracassos, as perdas e as dores decorrentes do exercício de viver. Portanto, há de haver uma conseqüência nobre de tudo isso: aprendizado, amadurecimento, crescimento interior, enfim, auto-superação!

Antigamente, perdia-se um amor e isso se tornava inspiração para lindos poemas, músicas inesquecíveis ou atos belíssimos na tentativa de reconquistar a pessoa amada, tais como uma serenata ao pé da janela, uma declaração de amor em público ou o envio de dúzias e dúzias de rosas. Hoje, perde-se um amor e tudo vira uma tragédia insana e sem sentido.
Antigamente, recebiam-se proibições dos pais e isso se tornava uma fuga de casa por uma noite, uma carta malcriada ou até um motivo para lutar por causas maiores. Hoje, recebem-se ordens dos pais e isso se torna razão para destruí-los, massacrá-los ou feri-los.

Onde está nossa sensibilidade? Onde está nossa motivação para transformar limites em novos horizontes? Onde está a noção do que seja compreensão, aceitação e fé?
Eu desejo, sim, que você e eu continuemos nos frustrando, até porque não há outro modo de evoluir; mas desejo, sobretudo, de todo meu coração, que consigamos lidar com nossas dificuldades de um modo mais humano e criativo.
Esmurremos o travesseiro, fechemos a porta do quarto e choremos a noite inteira, martelemos 118 pregos num pedaço de madeira, sem parar, até esgotarmos toda nossa energia raivosa, mas pelo amor de Deus, não destruamos uma vida, não acabemos com o que é sagrado, não desperdicemos a oportunidade de ser gente e agirmos como tal.

E assim, de frustração em frustração, quem sabe possamos perceber que não há nada mais fantástico e sublime do que a arte de aprender a transformar um "não" em mais uma chance de vencer e ser feliz...

Só há espetáculo quando há platéia


Há dias em que a você pensa: por que aquela pessoa se comporta daquele jeito comigo?
Por que ela faz aquilo?
Talvez sejam seus pais. Talvez um chefe. Talvez um cliente. Pode ser seu marido, ou esposa.
Seja como for, as pessoas sempre "dão show" quando há alguem para participar.
Se um familiar se comporta de modo grosseiro com você, experimente tornar-se a neutralidade em forma de gente.
Simplesmente pare de reagir ao ataque.
 Aceite.
Tudo aquilo a que você resiste, persiste.
Como nas artes marciais, usamos sempre a força do oponente contra ele próprio.
Se você dá atenção aos ataques verbais, de quem quer que seja, se torna imediatamente "platéia".
E ele - ou ela - sente a necessidade de fazer seu show.
Lembre-se, também, que muitas pessoas dão seus shows simplesmente porque foi assim que elas aprenderam a relacionar-se.
É um scritp que está fortemente enraizado em suas mentes.
Não raro, tais pessoas querem se aproximar, fazer contato, mas como são inábeis, usam o pseudo contato.
Brigam, discutem, criticam e dão bronca apenas porque não sabem como se aproximar de você.
Olhe, escute, mas não permita que tais shows entrem em sua mente.
E, quando puder, afaste-se.
Lembre-se: só há espetáculo quando há platéia.
Há alguém preparando seu show para você hoje?
Não aplauda, não vaie.
Apenas dê um sorriso e, quando o espetáculo acabar, saia do auditório.
E não comente com ninguém!
 (Aldo Novak)

Meditação andando

"Retire o lixo! Seu lixo é aquilo que lhe afasta da única coisa que importa: esse momento.
Aqui. Agora. E quando você estiver no aqui e agora ficará maravilhado com o que pode fazer e como pode fazer bem."
(Extraído do filme "Poder além da vida", título original "Peaceful Warrior", com Nick Nolte.
Uma fantástica história real, baseada no best-seller "O caminho do guerreiro pacífico" escrito - e vivenciado - por Dan Millman)


MEDITAÇÃO ANDANDO
Paulo Coelho
http://www.warriorofthelight.com/port/index.html

Chego a Santiago de Compostela, desta vez de carro, para celebrar minha peregrinação há vinte anos. Quando estava Puente La Reina, veio a idéia de fazer tardes de autógrafos sem grandes preparações: bastava telefonar para a próxima cidade onde deveríamos dormir, pedir que colocassem um cartaz na livraria local, e estaria ali na hora marcada.
Funcionou magnificamente nas pequenas aldeias, embora exigindo um pouco mais de organização em grandes cidades, como a própria Santiago de Compostela. Tive um contato inesperado com os leitores, e aprendi que coisas feitas com amor podem ter o improviso como um grande aliado.
Santiago estava agora diante de mim. E algumas dezenas de kms mais adiante, o Oceano Atlântico. Mas estou decidido a seguir adiante com as tais tardes de autógrafos improvisadas, já que pretendo ficar noventa dias fora de casa.
E como não pretendo atravessar o oceano neste momento, devo ir para a direita (Santander, Pais Basco) ou esquerda (Guimarães, Portugal)?
Melhor deixar que o destino escolha: minha mulher e eu entramos em um bar, e perguntamos a um homem que está tomando um café: direita ou esquerda? Ele diz com convicção que devemos seguir à esquerda – talvez pensando que nos referíamos a partidos políticos.
Telefono para o meu editor português. Ele não pergunta que loucura é essa, não reclama de avisá-lo em cima da hora. Duas horas mais tarde me chama, diz que contatou as rádios locais de Guimarães e Fátima, e em 24 horas posso estar com meus leitores naquelas cidades.
Tudo dá certo.
E em Fátima, como um sinal, recebo um presente de uma das pessoas que estão ali. Trata-se dos escritos de um monge budista, Thich Nhat Hanh, intitulado “The long road to joy” (A longa estrada para a alegria). A partir daquele momento, antes de continuar esta jornada de 90 dias pelo mundo, passo a ler todas as manhãs as sábias palavras de Nhat Hanh, que resumo a seguir:
Você já chegou. Portanto, sinta o prazer em cada passo, e não fique preocupado com as coisas que ainda tem que superar. Não temos nada diante de nós, apenas um caminho para ser percorrido a cada momento com alegria. Quando praticamos a meditação peregrina, estamos sempre chegando, nosso lar é o momento atual, e nada mais.
Por causa disso, sorria sempre enquanto andar. Mesmo que tiver que forçar um pouco, e achar-se ridículo. Acostume-se a sorrir, e terminará alegre. Não tenha medo de mostrar seu contentamento.
Se pensa que paz e felicidade estão sempre adiante, jamais conseguirá atingi-las. Procure entender que ambas são suas companheiras de viagem.
Quando anda, está massageando e honrando a terra. Da mesma maneira, a terra está procurando ajudá-lo a equilibrar seu organismo e sua mente. Entenda esta relação, e procure respeitá-la – que seus passos sejam dados com a firmeza de um leão, a elegância de um tigre, a dignidade de um imperador.
Preste atenção ao que acontece a sua volta. E concentre-se em sua respiração – isso o ajudará a libertar-se dos problemas e das ansiedades que tentam acompanhá-lo em seu caminho.
Ao caminhar, não é apenas você que está se movendo, mas todas as gerações passadas e futuras. No mundo chamado de “real” o tempo é uma medida, mas no verdadeiro mundo não existe nada além do momento presente. Tenha plena consciência que tudo que já aconteceu e tudo o que acontecerá está em cada passo seu.
Divirta-se. Faça da meditação peregrina um constante encontro consigo mesmo; jamais uma penitência em busca de recompensas. Que sempre cresçam flores e frutas nos lugares onde seus pés tocaram.

O direito a fantasia

"Nos últimos 37 anos, o número de súplicas estapafúrdias segue aumentando e quase ninguém mais se lembra de agradecer o mistério da existência, o poder transformador dos afetos, a liberdade de escolha, o contato com o que ainda resta de natureza, o encanto dos encontros, a poesia que há numa vida serena, a alma nossa de cada dia, essas coisas que parecem tão obsoletas e, pelo visto, são. Oh, Lord, desce daí, faz alguma coisa, que aqui embaixo já trocaram o abstrato pelo concreto e não demora estarão pedindo a parte deles em dinheiro." (Martha Medeiros)



O DIREITO À FANTASIA
Martha Medeiros
Jornal O Globo - 06/02/2005

Estive conversando com uma psicóloga que me disse que a maioria de suas pacientes sente uma culpa enorme em fantasiar - a não ser que seja com o George Clooney ou algum outro objeto de desejo localizado a milhas de distância e, portanto, inalcançável. Já se tiverem uma alucinaçãozinha com o vizinho do andar de cima, correm pra igreja e não saem de lá sem uma sacola de penitências.
Olho para o outro lado, onde está sentado um psiquiatra, e pergunto: isso é verdade? Ele confirma. Diz que a nossa cultura reprime até o pensamento. A imaginação é uma forma de pecado também.

Não foram poucas as vezes em que me senti uma ET, mas ainda reluto em me mudar para Varginha e esperar que um disco voador me resgate. Em vez disso, teimo e fico aqui mesmo, tentando entender o planeta em que vivo.

A cada dia me convenço que a infelicidade, a amargura, o tédio e as queixas diárias da maioria das pessoas são tesouros que elas preservam com o maior zelo. Sofrer lhes justifica a existência. Sentem-se mais vivas com sua penúria emocional do que usufruindo dessa tal de leveza que alguns alardeiam. Que leveza, o quê. Mulher séria é mulher contraída e obediente às leis que ela não inventou, mas respeita - e teme. Ela não é louca de arriscar perder o controle sobre si própria.

Reprimir nossas fantasias é uma amputação. A gente é o que a gente vive e também o que a gente delira, sonha, projeta, inventa, reconstrói, ousa - verbos raramente praticados no nosso santificado dia-a-dia. Fantasiar não resume-se a imaginar uma cena de sexo no elevador. É imaginar-se apartado do cotidiano conhecido, vivendo emoções mais arrebatadas, sendo uma pessoa totalmente diferente do que se é. Por que só é tolerado no carnaval?

Lantejoula, paetê, purpurina, maquiagem, pouca roupa, cores fortes: a gente tem tudo isso em estoque, nem precisa de produção. Basta fechar os olhos e enxergar para dentro. Há milhares de possibilidades de sensações a serem desfrutadas sem prejuízo algum para os outros ou para nós mesmos. É o mínimo que a gente merece depois de tantos anos de, digamos, trabalhos forçados.

Passamos a vida inteira cumprindo o que esperam de nós, respeitando os sinais de trânsito, pagando os impostos em dia, decorando senhas, sendo gentis, solidários, pacientes, chegando pontualmente ao serviço, sendo ótimos pais, ótimos filhos, fazendo a casa funcionar, economizando centavos, cuidando da higiene, ouvindo desaforos e grosserias de quem não nos compreende, e sem esboçar reação alguma, tudo para contribuir com a paz no mundo. Levantamos todo santo dia com disposição: da cama pro banho, do banho pro trabalho, dia após dia sem exaurir-se, porque faz parte da vida seguir as regras e ser um sujeito decente, e não há nada de errado com isso - mas não há só isso.

E o nosso lado marylin monroe, pitbull, al capone, serial killer, james dean, sharon stone, viking, cinderela, michael moore? Tudo o que nos fascina, horroriza e diverte: por que não experimentar sem sair do lugar?

Fantasiar é inofensivo, saudável e de graça. Ajuda a perder peso, e não a perder o controle. Muito pelo contrário: quem tem medo do próprio pensamento é que já está comprometido.

A última pedra

"A rotina nos cega, costumo dizer. Pressionados por idéias equivocadas, que nos pressionam a ter sempre mais, a cumprir prazos sem nos respeitarmos, a atingir metas que, muitas vezes, não fazem parte de nossa missão de vida e daquilo em que acreditamos, nos tornamos mais e mais insensíveis. E nesta insensibilidade, vamos agindo e nos relacionando com as pessoas - mesmo com aquelas que amamos - de forma menos gentil, mais apressada e mais automatizada, sem nem nos darmos conta disso. É por isso que, a meu ver, ser gentil não pode depender do outro, não pode ser uma moeda de troca, tem de ser uma escolha pessoal, um entendimento de que podemos fazer a nossa parte e contribuir sim para um mundo melhor. Leonardo Boff tem uma frase maravilhosa que resume bem o que quero dizer: 'Não serão nossos gritos a fazer a diferença e sim a força contida em nossas mais delicadas e íntegras ações'." (Rosana Braga)


A ÚLTIMA PEDRA
Roberto Shinyashiki

Gosto de uma música que Frank Sinatra costumava cantar, My way.
O curioso é que só fui prestar atenção na letra dessa canção quando escrevia este texto.
Ela diz mais ou menos assim:
"Se eu acertei ou se errei, fiz isso da minha maneira".

Quando olho para trás, percebo que fiz muitas bobagens. Acertei bastante, mas também errei bastante.
Quando olho para diante, tenho certeza de que vou acertar e errar bastante também.
É impossível acertar sempre.
Mas o importante é que não gastemos nosso tempo nem nossa energia nos torturando.
A autocrítica pelo que não deu certo, além de ser nociva para a saúde, faz que a gente perca os passarinhos que a vida nos oferece no presente.

Um dia destes, um dos meus filhos me perguntou por que eu tomei determinada decisão estúpida tempos atrás.
Respondi que me arrependia do que tinha feito, mas expliquei que, naquele momento, minha atitude me parecia lógica.
Se eu tivesse o conhecimento e a maturidade de hoje, certamente a decisão seria diferente.
Por isso é que lhe digo: não se torture por algo que não deu certo no passado
Talvez você tenha escolhido a pessoa errada para casar. Talvez tenha saído da melhor empresa onde poderia trabalhar. Talvez tenha mandado uma filha grávida embora de casa.
Não importa o que você fez, não se torture.
Apenas perceba, o que é possível fazer para consertar essa situação e faça.
Se você sente culpa, perdoe-se.
E, principalmente, compreenda que agiu assim porque, na ocasião, era o que achava melhor fazer.

Há uma história de que gosto muito:
Um pescador chegou à praia de madrugada para o trabalho e encontrou um saquinho cheio de pedras. Ainda no escuro começou a jogar as pedras no mar. Enquanto fazia isso, o dia foi clareando até que, ao se preparar para jogar a última pedra, percebeu que era preciosa! Ficou arrependido e comentou o incidente com um amigo que lhe disse:
- Realmente, seria melhor se você prestasse mais atenção no que faz, mas ainda bem que sobrou a última pedra!


Existem pessoas que não prestam atenção no que fazem e depois passam a vida inteira arrependidas pelo que não fizeram, mas poderiam ter feito, e se martirizam por seus erros.
Se você está agindo assim, deixo-lhe uma mensagem especial:
Não gaste seu tempo com remorsos nem arrependimentos.
Reconheça o erro que cometeu, peça desculpas e continue sua vida.
Você ainda tem muitas pedras preciosas no coração: muitos momentos lindos para viver e muitos erros para cometer.
Aproveite as oportunidades e curta plenamente a vida.
Curta os passarinhos.
Eles são os presentes do universo para você!

Ilusão

"Apesar do medo escolho a ousadia.
Ao conforto das algemas, prefiro a dura Liberdade.
Vôo com meu par de asas tortas, sem o tédio da comprovação.
Opto pela loucura, com um grão de realidade:
meu ímpeto explode ao ponto,
arqueia a linha, traça contornos para romper.
Desculpem, mas devo dizer:
Eu quero o delírio."
( Lya Luft)


ILUSÃO
Rubia A. Dantés
http://somostodosum.ig.com.br

Outro dia tive muita clareza sobre como a gente cria uma teia de ilusão em cima de qualquer acontecimento quando vi, bem próximo de mim, uma pessoa tentando encontrar uma desculpa para justificar um acontecimento que poderia lhe causar muita dor, se ela simplesmente aceitasse os fatos como aconteceram. Então criou muitas possibilidades em torno do acontecimento... possibilidades que tornariam uma determinada ação do outro, menos dolorosa.

Criava as realidades e acreditava nelas com tanta certeza, que pude observar claramente como nós tecemos uma rede de ilusão em torno das situações, para nos defender, que nem percebemos como essa ilusão acaba nos afastando do que é real e nos impedindo de estar no presente.

Muitas vezes criamos ilusão para nos proteger de um suposto sofrimento, quando colocamos muita expectativa em torno de alguém ou de alguma situação e ela não se concretiza segundo nossos planos... Tentamos encontrar muitas desculpas para o malogro, inventando histórias imaginárias a partir dos fatos e acreditando tanto nelas, que elas acabam nos prendendo a coisas que já deveriam ter passado...

Criar ilusão é muito fácil quando a gente começa a “achar” muitas coisas baseadas apenas em nossa fértil imaginação. É claro que fazemos isso por medo, por culpa e por outros vários motivos, mas... quando percebemos que criar ilusão só nos afasta da verdade, podemos decidir olhar para a vida mais de frente e de forma mais simples.

Recentemente, depois de muitos acontecimentos sincrônicos e experiências em outros níveis de consciência, quando eu sentia que O Grande Mistério estava querendo me mostrar uma coisa muito insistentemente, também me vi quase criando uma teia de ilusão em cima daquilo. Criava possibilidades de significados indicando caminhos cada vez mais intricados... me deu uma canseira tão grande que parei... e percebi aonde estava sendo levada por minha rica imaginação. Calma.... pensei
Entendi que os muitos sinais estavam ali para indicar alguma coisa, e que se eu criasse muitas coisas a partir desses sinais, correria o risco de cair na teia da ilusão que eu mesma estava tecendo, e com isso perderia o que era essencial.... perderia aquilo que estava sendo-me indicado pelos sinais.
Respirei fundo e busquei o centro...
Ali... a partir do silêncio... não precisei pensar em nada, porque tive a certeza que tudo viria sem esforço, naturalmente, se eu deixasse espaço para a verdade se manifestar.

A ilusão nos tira a possibilidade de ver o que é... nos prendendo ao que não é.
Agora, nesse tempo... é muito bom que a gente se abra para o que é essencial, que tenha coragem de olhar de frente para tudo na vida, sabendo que por tráz dos muitos véus da ilusão estamos nós... despidos dos medos, das culpas, das dores, mas...
vestidos de Luz.